Ciência & Tecnologia

“Mais do que nunca, a Europa precisa de Excelência e Inovação. (…)
Precisamos, nada mais, nada menos, do que uma mudança nas mentalidades.
Vezes demais, as novas ideias são inibidas por estruturas rígidas.
Vezes demais, o fluxo dos conhecimentos é bloqueado pelos limites impostos pelos diferentes sectores e disciplinas.”

Dr. Martin Schuurmans
Presidente do Instituto Europeu da Inovação e Tecnologia

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Perguntas & Respostas

Nanotecnologia

O que é a nanotecnologia e para que serve?

A nanociência e a nanotecnologia remetem para o estudo e o aperfeiçoamento da observação dos materiais a escalas atómicas, moleculares e macromoleculares, onde as propriedades diferem de forma significativa em relação a escalas maiores.
A nanotecnologia permite aprofundar o nosso conhecimento sobre os fenómenos a uma escala atómica, que permite desenvolver materiais e dispositivos com propriedades, funções e desempenhos específicos e novos. Existem já, no mercado, vários produtos baseados na nanotecnologia. Os seus avanços podem contribuir, por exemplo, para o crescimento, a competitividade, o desenvolvimento sustentável, a saúde pública, o emprego, a sociedade da informação, a indústria, a inovação, o ambiente, a energia, os transportes, ou a segurança.

Qual a importâncias deste tipo de tecnologia para a economia europeia?

As nanotecnologias são tecnologias presentes em todos os sectores da actividade humana, e têm repercussões consideráveis. Poderão contribuir para a solução de numerosos problemas que se colocam na sociedade actual. Apresentam, também, uma nova vantagem concorrencial para a indústria e a economia europeia, criando novos postos de trabalho. Segundo os analistas, o mercado mundial das nanotecnologias poderá representar até 2015, entre 150 a 2 000 biliões de euros, com a criação, até 2014, de 10 milhões de novos empregos, o que corresponde a 10 % do total de empregos nas indústrias produtivas no mundo. Na Europa, podem ainda contribuir, directamente, para se atingir os objectivos definidos pela Estratégia de Lisboa, no que diz respeito à competitividade europeia.

Quais as vantagens das nanotecnologias para a sociedade e os consumidores?

Espera-se que a utilização das nanotecnologias traga benefícios no dia-a-dia dos consumidores, por exemplo, através da criação de novos produtos e aplicações na área da saúde ou do ambiente. Actualmente, estão já, em curso a criação e o aperfeiçoamento de materiais como instrumentos terapêuticos e de diagnóstico médico. O sector têxtil e os electrodomésticos também estão a evoluir graças às nanotecnologias.

Porque é que as nanotecnologias podem ajudar o ambiente?

Estas tecnologias podem favorecer uma utilização mais sustentável dos recursos naturais, através de sistemas específicos de transformação e produção, que implicam um uso mais eficaz da energia e das matérias primas. Graças às nanotecnologias, poderemos fazer uso, no futuro, de produtos menos nocivos para o ambiente, bem como, reparar alguns dos danos causados pela poluição, contribuindo para atenuar as alterações climáticas.
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entrevista.com José Luís Santos

À descoberta das Nanotecnologias…

Químico, 27 anos, José Luís Santos é um jovem investigador português. Desbravando conhecimento na área das nanotecnologias, tem-se distinguido pelo seu trabalho na nanomedicina. Em 2009, recebeu o prémio de melhor comunicação oral no 5.º Simpósio sobre Polímeros. Em exclusivo do Funchal, este jovem cientista conta-nos o seu percurso e desvenda-nos parte do seu trabalho.

O José Luís estudou Química e especializou-se em biotecnologia e química dos materiais. Porque é que escolheu estas áreas?

Estas áreas do conhecimento são de extrema importância, quer para o bem-estar das pessoas, quer para o desenvolvimento das sociedades. Escolhi trabalhar nestas áreas, porque gosto muito de estudar a química dos materiais e a sua relação com sistemas biológicos; por exemplo, compreender a interacção de células humanas com materiais modificados quimicamente para aumentar a sua capacidade de regeneração de órgãos ou tecidos danificados.

Quando é que decidiu que queria ser cientista?

Tudo se encaminhou ao longo do curso. Inicialmente estava mais direccionado para trabalhar num laboratório. Contudo, com o passar dos anos, e também devido às condições na altura, achei por bem continuar os meus estudos.

Na sua opinião, quais são as principais características e competências que um cientista deve ter?

Certamente são muitas. Gostaria apenas de salientar algumas, que aprendi com outras pessoas, de outros países: a criatividade, uma boa capacidade de trabalho, a motivação, a persistência, a habilidade para ultrapassar obstáculos.

Qual a relação entre a Ciência e a Tecnologia e porque são elas fundamentais para a Europa?

A Tecnologia é normalmente o encontro entre a Ciência e a Engenharia. Muitas das tecnologias desenvolvidas, nos dias de hoje, devem-se a necessidades encontradas nos ramos das ciências. Ambas são importantes para manter a Europa na rota do desenvolvimento tecnológico e mesmo social. Só desta forma poderemos acompanhar a evolução de outros países (Estados Unidos, Japão, Índia ou China).

O José Luís tem desenvolvido projectos de investigação na área da nanomedicina. Pode explicar-nos em que consiste?

A nanomedicina remete para a aplicação da nanotecnologia à medicina. Em suma, consiste na aplicação de nanopartículas e outros elementos para diagnosticar, prevenir ou mesmo curar determinados tipos de doenças. Estes nanorobôs ou nanopartículas possuem características físico-químicas muito peculiares, que os distinguem de todos os outros materiais. O seu tamanho é um milhão de vezes mais pequeno do que um milímetro! Nos projectos de investigação em que tenho estado envolvido, estamos a tentar desenvolver materiais para libertar ADN dentro de células estaminais mesenquimatosas.

Imagem a 3D de uma macromolécula chamada dendrímero, utilizada em biotecnologia (dendrímero PAMAM Geração n.º 5).

Estes materiais, conhecidos como dendrímeros (moléculas nanoestruturadas), são capazes de se ligar ao ADN e transportá-lo até ao interior das células (terapia génica). O ADN pode conter genes que podem dar origem a uma determinada proteína que poderá ter um efeito terapêutico. Com esta terapia, espera-se substituir a utilização de proteínas recombinantes ou factores de crescimento, que são muito caros e dispendiosos. As células estaminais mesenquimatosas são fáceis de obter e possuem características únicas, como a capacidade para criar vários tipos de células com funções específicas (osteoblastos, condrócitos). Com a combinação da terapia génica com as propriedades destas células, espera-se que o processo de regeneração de um órgão ou tecido danificado seja mais rápido.

Qual o impacto da nanomedicina na saúde dos cidadãos?

A nanomedicina é uma área de investigação relativamente recente, pelo que o número de aplicações no momento é ainda limitado. Vários materiais com propriedades antimicrobianas, contendo nanocristais de prata incorporados, por exemplo, são já usados para o tratamento de feridas. Espera-se também que, com a aplicação da nanotecnologia na medicina, seja possível fazer diagnósticos precoces a vários tipos de doenças, combater células cancerígenas etc., ou seja, aumentar a qualidade de vida das pessoas.

Foi galardoado recentemente com o prémio de melhor apresentação oral num encontro europeu de Biopolímeros. O que são estes materiais e qual a sua importância?

Os biopolímeros são polímeros produzidos por organismos vivos. A celulose, o amido, as proteínas e os péptidos, o ADN e o ARN são exemplos de biopolímeros, em que as suas unidades monoméricas são os açúcares, os aminoácidos e os nucleotídeos, respectivamente. Os biopolímeros são extremamente importantes, pois alguns deles podem, por exemplo, ser usados como plásticos, substituindo o uso de plásticos à base de poliestireno ou polietileno que, como sabemos, não são biodegradáveis. Relativamente à área da saúde, estes biopolímeros podem ser utilizados para libertação local de drogas e para o aumento da regeneração tecidual (ex.: caso de uma queimadura).

Na sua opinião, qual o papel da imaginação, da criatividade e da inovação na ciência?

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Poderíamos dizer que sem imaginação, criatividade e inovação não haveria ciência. O uso da imaginação e da criatividade são marcas distintivas da actividade científica. Permitem-nos imaginar, por exemplo, que tipo de interacção poderá existir entre materiais e órgãos ou mesmo células. A inovação é importante, pois apenas os projectos científicos com muita qualidade e inovadores são financiados pelas entidades competentes (governo ou companhias).

Ao longo dos últimos 5 anos, desenvolveu um projecto chamado A Química é Divertida. Porque é que considera esta área do conhecimento humano divertida?

A Química é Divertida é um projecto que tem sido desenvolvido pelo Centro de Química da Madeira, com o objectivo de mostrar aos mais novos como esta ciência é importante no nosso dia-a-dia e como nos podemos divertir com ela. Basta olharmos para o que fazemos na cozinha. Quando cozinhamos um bolo ou um pão, usamos o fermento (constituído por bicarbonato de sódio (NaHCO3) e ácidos orgânicos) que irá fazer a massa crescer e ficar mais fofa e com uma textura mais agradável. Neste caso, acontece uma reacção química do bicarbonato de sódio com o aumento da temperatura, dando-se uma libertação de dióxido de carbono (gás) e água. O dióxido de carbono faz com que o volume da massa aumente e quando todo o bicarbonato reagir, a reacção acaba.

Qual o maior conselho que pode dar a jovens que, como no seu caso, gostariam de ser cientistas e investigadores?

O maior conselho que deixo aos mais jovens, que como eu queiram fazer pesquisa, é que, independentemente da área que escolherem, têm de se dedicar e gostar realmente do que estão a fazer.

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entrevista.com Maria Geraldes

Os Jovens Cientistas Europeus

Gostarias de, um dia, vir a participar no Concurso Europeu para Jovens Cientistas? Prepara-te, desde já, e descobre o que é esta iniciativa e como funciona. Maria Geraldes, directora-geral da Fundação da Juventude, entidade sediada no Porto e responsável pela organização deste concurso em Portugal, há mais de 17 anos, abre-nos as portas e acompanha–nos numa visita onde ser jovem, ser criativo, e ser inovador, compensa.

A Dra. Maria Geraldes dirige a Fundação da Juventude, entidade responsável pela organização, a nível nacional, do Concurso Europeu para Jovens Cientistas e Investigadores. Pode explicar-nos em que consiste este concurso?

O Concurso Jovens Cientistas e Investigadores vai já na sua 18.ª edição e destina-se a premiar, a nível nacional, trabalhos realizados por jovens, entre os 15 e os 20 anos, preferencialmente a frequentar o ensino secundário ou profissional (equivalente), em todos os países da União Europeia.

Quais os objectivos desta iniciativa?

Este concurso tem como objectivo promover os ideais da cooperação e do intercâmbio entre jovens cientistas e investigadores, e estimular o aparecimento de jovens talentos nas áreas da Ciência, da Tecnologia, da Investigação e da Inovação. Pretende incentivar o espírito de competição saudável nos jovens, através da realização de projectos científicos inovadores, integrados na escola.

Quem pode concorrer?

Podem concorrer jovens que frequentem o Ensino Básico e Secundário. Os trabalhos podem ser individuais ou em grupo (no máximo três elementos), e devem ser concluídos antes da entrada no Ensino Superior.

Os projectos apresentados devem estar incluídos em alguma área de estudo específica?

Os trabalhos devem enquadrar-se numa das seguintes áreas científicas: Biologia; Ciências da Terra; Ciências do Ambiente; Ciências Médicas; Ciências Sociais; Economia; Engenharias; Física; Informática/Ciências da Computação; Matemática e Química.

Como se processa a selecção desses projectos?

A selecção dos projectos processa-se em duas fases: a primeira, decorre da avaliação do relatório escrito, e a segunda, de entrevistas durante a Mostra Nacional de Ciência.
Depois de submetidos por via electrónica, os trabalhos são avaliados pelo Júri do Concurso. Nesta avaliação, tem-se em conta, para além dos indicadores de raciocínio, de apresentação e de experimentação dos projectos, o nível educacional de cada concorrente, a sua criatividade, bem como, a originalidade e a clareza do projecto. Posteriormente, é publicada a lista de trabalhos seleccionados para participar na Mostra Nacional de Ciência. Neste evento, cada projecto é apresentado em poster ou noutro material, e cada participante é entrevistado pelo Júri. A selecção final e atribuição dos Prémios resulta, assim, de um trabalho articulado e meticuloso, respeitando uma grelha de avaliação preestabelecida e aprovada por todos os membros do Júri, de forma a permitir uma avaliação justa e com base nos mesmos critérios.

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O Júri selecciona, de entre os projectos premiados a nível nacional, aqueles que irão representar Portugal na Final Europeia, de acordo com as regras estabelecidas pela Comissão Europeia, e tendo em atenção a especificidade das temáticas dos diferentes certames.

Quais as grandes vantagens para os jovens, em concorrer a este tipo de iniciativa?

A grande vantagem é participar num certame de elevado mérito científico, de nível Europeu, sendo uma oportunidade única para os jovens cientistas portugueses de apresentarem os seus projectos, em língua inglesa, de serem confrontados com outros projectos de outros jovens, de verem projectadas a nível internacional as suas expectativas e capacidades científicas, que lhes serão úteis no seu futuro académico e profissional.

A Fundação da Juventude organiza esta iniciativa há 17 anos. Qual o balanço que faz deste concurso e dos seus resultados?

O balanço é muito positivo. Ao longo das últimas 17 edições participaram neste Concurso cerca de 5 000 jovens cientistas, 800 projectos e 450 professores coordenadores. A nível internacional, os projectos apresentados por jovens cientistas portugueses já conseguiram alcançar vários prémios, permitindo-nos elevar os níveis de qualidade da investigação juvenil em Portugal e aproximar as escolas ao meio.

Em 2010, Portugal recebe, em Lisboa, a 22.ª edição deste concurso. Pode dizer-nos em que consiste este evento?

A Final Europeia do Concurso Europeu para Jovens Cientistas é uma iniciativa da Comissão Europeia que reconhece e premeia os melhores jovens talentos na área científica na Europa. O evento reúne os melhores jovens cientistas europeus, e tem como objectivo principal despertar nos jovens a vontade de ingressar em carreiras ligadas à Ciência, Investigação e Inovação. Por outro lado, promove o intercâmbio entre os jovens cientistas de toda a Europa. Este Concurso tem permitido, ao longo dos anos, desenvolver uma comunidade científica jovem, tem gerado muito entusiasmo e gosto dos jovens pela ciência, tendo as Finais Europeias contribuído com grande impacto nas suas carreiras académicas e profissionais.
A Final Europeia vai decorrer de 24 a 29 de Setembro de 2010, em Lisboa, no Museu da Electricidade, contando a Fundação da Juventude receber cerca de 90 projectos, realizados por cerca de 200 jovens cientistas, 18 membros do júri europeu e 35 jornalistas da Europa. Durante os 5 dias, a Fundação da Juventude vai procurar, ainda, mostrar o que de bem se faz em Portugal na área da investigação e de ciência, organizar conferências temáticas de interesse em Investigação e Desenvolvimento (I&D) e dar a conhecer a realidade cultural da região de Lisboa e Vale do Tejo.

Na sua opinião, qual a importância da ciência e da tecnologia para a Europa e para Portugal?

Apostar no conhecimento tem de ser o grande desafio da Europa e de Portugal. Recursos humanos bem formados, motivados e participativos reforçarão os sistemas democráticos, e elevarão o potencial de competitividade. Ao privilegiar o intercâmbio e o desenvolvimento de práticas de investigação conjuntas, atingiremos uma maior identidade científica do espaço europeu. Reforçando o capital científico e humano europeu, criaremos novos produtos e novos negócios, mais amigos da Europa e do Ambiente.

Pode dar-nos exemplos de projectos que foram seleccionados no passado? Qual o impacto que este concurso teve na vida destes jovens?

O caso do Carlos Arsénio é um bom exemplo, já que, quando participou no Concurso, em 2004, só pretendia terminar o 12.º ano na Escola Profissional de Sicó, distrito de Leiria, e começar a trabalhar. Mas a motivação foi tanta, que decidiu seguir para o Ensino Superior e, hoje, é licenciado em Engenharia Electrotécnica, com média de 18, estando a terminar o seu estágio profissional numa empresa, onde ficará a trabalhar. No Concurso de 2004, o Carlos obteve o 1.º lugar a nível nacional, com o projecto “Robô Insecto”. Representou Portugal na Final Europeia, na Suécia, na 19.ª Mostratec, no Brasil, e em 2005 participou na IntelISEF, nos EUA.

Outro caso bastante interessante é o do João Cortes, do José Fernandes e da Rita Domingos, todos alunos da Escola Secundária de Odemira, que em 2002 obtiveram o 1.º prémio, com o projecto “Microtus cabrerae”. Estes 3 jovens representaram Portugal na Final Europeia, na Áustria, onde obtiveram o prémio “Alumni Prize”, o qual foi atribuído ao projecto com melhor apresentação visual e oral. Estes jovens referem que a participação neste certame ficará, para sempre, marcada nas suas memórias, pois conheceram famosos Prémios Nobel da Ciência, participaram em Palestras, workshops e discussões com grandes mentes da ciência mundial. O João licenciou-se em Engenharia Agronómica e iniciou recentemente o doutoramento na cultura da vinha. A Rita licenciou-se em Fisioterapia e não tem mãos a medir na sua área de trabalho. O José está a terminar o mestrado em Engenharia.

O caso mais recente (2008) é o da Ana Beatriz Moreira, aluna da Escola Secundária de Arouca, do Sérgio Almeida e do Vasco Sá Pinto, alunos da Escola Secundária D. Dinis de Ovar, que obtiveram o 1.º prémio, com o projecto “A ameaça xenobiótica e a barrinha de Esmoriz”. Estes 3 jovens cientistas representaram Portugal na Final Europeia de 2008, na Dinamarca, na qual obtiveram o Prémio do Clima (The Climate Prize), o qual lhes permitiu participar na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, em Dezembro de 2009, em Copenhaga. Actualmente, estes 3 jovens estão a frequentar o Ensino Superior, estando a Ana Beatriz em Farmácia, o Sérgio em Engenharia e o Vasco em Medicina.

Fotografias cedidas pela Fundação da Juventude

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EUCYS
EU Contest for Young Scientists

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Vencedores Europeus 2009*

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*Para conheceres melhor cada projecto, visita o sítio oficial do Concurso:
http://ec.europa.eu/research/youngscientists/index_en.cfm

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Posts & Comentários

Olá, pessoal☺
Tenho de desabafar um bocado. Acabo de ter uma discussão com a minha mãe. Ela não percebe porque é que passo tanto tempo “agarrado” ao computador e ao telemóvel. Lol. Como se fosse preciso explicar! Bem lhe digo que estou com os meus amigos, mas ela não consegue perceber. Diz-me que isso não é estar com os amigos, que no tempo dela é que era giro, porque se juntavam todos e canta–me a canção “os meninos à volta da fogueira…”. Já não aguento mais! Como é que lhe posso explicar que estas novas tecnologias fazem parte da nossa forma de comunicar? Alguém tem uma dica que me possa ajudar?

TAGS: Redes sociais, adolescentes, comunicação, novas tecnologias
publicado por Pedro, Terça-feira, 5 de Janeiro, 2010
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Comentários:

De Ana, a 5 de Janeiro de 2010, às 18:30

Olá, Pedro!
Percebo o teu problema. Para mim também foi difícil explicar aos meus pais porque passava tanto tempo em frente ao computador, ou a teclar no meu telemóvel. O meu primo João, que vive nos Estados-Unidos, enviou-me o outro dia um vídeo que está no You Tube, com dados que dão para pensar. Sabias que foram precisos imensos anos para que os meios de comunicação que hoje conhecemos atingissem 50 milhões de utilizadores? Para a rádio: 38 anos; para a televisão: 13 anos; para a Internet: quatro anos; para o IPOD: três anos. Mas sabes quanto tempo foi necessário para o Facebook ter 100 milhões de utilizadores? 9 meses! Se o Facebook fosse um país, seria o quarto maior do mundo, a seguir à China, à Índia e aos Estados Unidos. Este vídeo está em inglês, mas como os meus pais percebem, mostrei-lhes; e daí, tivemos uma conversa interessante que não acabou em discussão. Acho que eles agora percebem um pouco melhor a importância destas tecnologias na nossa vida.

Se quiseres dar uma vista de olhos, deixo-te o link: http://www.youtube.com/watch?v=sIFYPQjYhv8.

Boa sorte!

Responder a comentário

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De Tiago, a 6 de Janeiro de 2010, às 19:43

Pedro e Ana,
Eu também costumava discutir com os meus pais por causa da Internet e do telemóvel. Ainda por cima, como tenho 10 anos de diferença da minha irmã, que não liga muito às tecnologias, senti-me sempre muito só nestas discussões, até ao dia em que deixei de falar com eles sobre este assunto e fui-me fechando cada vez mais, no meu quarto, com o meu computador. Através dele, pude conhecer imensas pessoas novas, que aliás nunca teria encontrado se não fosse pela Internet. Mas, como sou sociável e confio facilmente nas pessoas, nunca imaginei que me pudesse acontecer o que de facto aconteceu. Um rapaz da minha idade, pelo menos pensava que fosse, meteu conversa comigo, um dia. Descobrimos que tínhamos imensas coisas em comum. Disse-me que os pais dele também não percebiam porque é que passava tanto tempo ao computador a falar com estranhos. Durante três semanas, todos os dias, quando voltava a casa, ou antes de me deitar “teclávamos”. Gostávamos dos mesmos jogos de vídeo e tínhamos a mesma paixão pelo Espaço. Um dia, informou-me que vinha ao Porto com os pais, e que gostava imenso que nos encontrássemos. Marcámos encontro, em frente à minha escola. Como ele me tinha dito a cor e a marca do carro, quando recebi o seu sms, identifiquei logo quem seria e dirigi-me na sua direcção, sem pensar duas vezes. Mal abri a porta, senti uma mão a agarrar-me e puxar-me para dentro. Mas nessa fracção de segundos ouvi também uma sirene, era a polícia judiciária. Foi por um triz! Parecia que estava num daqueles filmes de Hollywood, só que, infelizmente, eu é que era um dos actores principais. Mais tarde, a PJ explicou aos meus pais que o meu suposto “amigo” tinha 45 anos e estava a ser vigiado por actos de pornografia infantil e pedofilia. Escondia-se por detrás do computador para cometer todos esses crimes. É claro que depois disto tudo, comecei também a ver as coisas de outra maneira. Concordo convosco em relação à importância destas tecnologias e da nossa necessidade de comunicarmos através delas, mas é preciso ter muito cuidado com o ciber-crime, porque ele está bem presente. Por sorte, não me aconteceu nada de mais grave, se bem que me senti violentado na mesma, por ter confiado em quem me queria mal. Mas nem todos tiveram a minha sorte!

Responder a comentário

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“A Ciência de hoje é a tecnologia de amanhã.”

(Edward Teller)

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A Europa tecnológica

para aumentar clica na imagem

  • O Skype é um software que permite fazer chamadas gratuitas através da Internet.
    Foi inventado por programadores estónios.

  • O domínio internet europeu é o “.eu”, e existe desde o dia 9 de Maio de 2006.
  • 70 % dos jovens europeus de 12 e 13 anos têm um telemóvel.
  • A Estónia é um dos países com mais ligações à Internet em todo o mundo.
  • Malta é um dos principais centros de telecomunicações e de logística de transportes do Mediterrâneo, dada a sua localização estratégica.
  • A União Europeia tem um programa de navegação por satélite, o programa Galileu, concorrente do GPS americano, que permite aos utilizadores receberem, via satélite, informação sobre o seu posicionamento no espaço e no tempo.
  • ¾ dos jovens europeus utilizam diariamente a Internet.

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Onde Nasceu a Ciência e o Juízo?

António Aleixo*

MOTE

— Onde nasceu a ciência?…
— Onde nasceu o juízo?…
Calculo que ninguém tem
Tudo quanto lhe é preciso!

GLOSAS

Onde nasceu o autor
Com forças p’ra trabalhar
E fazer a terra dar
As plantas de toda a cor?
Onde nasceu tal valor?…
Seria uma força imensa
E há muita gente que pensa
Que o poder nos vem de Cristo;
Mas antes de tudo isto,
Onde nasceu a ciência?…

De onde nasceu o saber?…
Do homem, naturalmente.
Mas quem gerou tal vivente
Sem no mundo nada haver?
Gostava de conhecer
Quem é que formou o piso
Que a todos nós é preciso
Até o mundo ter fim…
Não há quem me diga a mim
Onde nasceu o juízo?…

Sei que há homens educados
Que tiveram muito estudo.
Mas esses não sabem tudo,
Também vivem enganados;
Depois dos dias contados
Morrem quando a morte vem.
Há muito quem se entretém
A ler um bom dicionário…
Mas tudo o que é necessário
Calculo que ninguém tem.

Ao primeiro homem sabido,
Quem foi que lhe deu lições
P’ra ter habilitações
E ser assim instruído?…
Quem não estiver convencido
Concorde com este aviso:
— Eu nunca desvalorizo
Aquel’ que saber não tem,
Porque não nasceu ninguém
Com tudo quanto é preciso!

*in “Este Livro que Vos Deixo…”

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Grandes descobertas europeias

Conheces todas estas descobertas e invenções? Sabias que todas elas tiveram, na sua origem, um cientista europeu? E sabes quem foi o cientista? Procura descobri-lo e vai acumulando as letras-chave que cada descoberta ou invenção contém. Na chegada, terás nove letras-chave que, juntas, compõem o apelido do cientista, autor da famosa frase: “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Mas, atenção!, terás uma letra a mais, que corresponde ao nome deste cientista francês, do século XVIII, considerado o pai da química moderna.

Boa sorte!

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Fui um dos mais importantes cientistas e matemáticos da Antiguidade grega. Uma das minhas descobertas mais importantes foi a constatação de um dos princípios fundamentais da física e da hidroestática, segundo o qual, para um objecto flutuar, o peso da água deslocada tem de ser maior que o peso do próprio objecto.

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Fui um inventor alemão do século XV, considerado o pai da impressão, sistema revolucionário na transmissão do saber, que passou a ser visual e não apenas oral. Fui o primeiro a imprimir a Bíblia, em 1456, obra que continua, até hoje, a ser a mais lida em todo o mundo.

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Fui um físico, matemático, astrónomo e filósofo italiano. No início do século XVII, mais precisamente, em 1609, um ano depois de Hans Lippershey ter construído o primeiro telescópio, criei várias versões deste mesmo instrumento, aumentando até 30 vezes o tamanho aparente de um objecto. Com este aparelho, continuei as minhas observações astronómicas, o que me permitiu descobrir um conjunto de fenómenos celestes que revolucionaram a forma como se encarava a Terra e o Espaço.

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Fui um matemático, físico, teólogo e filósofo francês,no século XVII. Aos 16 anos escrevi o meu primeiro tratado de geometria projectiva, e aos 19, concebi a primeira máquina de cálculo aritmético.

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Britânico, nascido no século XVII, sou considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos. Quando estabeleci, em 1685, as leis da gravidade universal, expliquei que, 20 anos mais cedo (1665), me tinha apercebido do princípio da atracção terrestre, ao observar uma maçã a cair dos ramos de uma macieira.

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Perdi a minha visão quando tinha apenas três anos, em 1812. Desde muito jovem, comecei a trabalhar num sistema de leitura e de escrita para quem, como eu, não conseguia ver. Aos 15 anos, propus um sistema de pontos em relevo que aperfeiçoei até 1829. Este sistema continua hoje a ser utilizado à escala mundial.

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Dediquei a minha vida inteira ao estudo das espécies. O meu trabalho é considerado um dos mais importantes contributos para a compreensão da diversidade de espécies na natureza. Em 1859, publiquei o meu livro, “A Origem das Espécies”, onde, a partir da minha observação das plantas e dos seres vivos, expliquei a evolução, através da selecção natural, ao longo dos tempos (milhares de anos), a partir de um ancestral comum.

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Fui o verdadeiro inventor do telefone! Emigrante italiano nos Estados Unidos, tive de vender o meu protótipo (telletrofono) a Alexander Graham Bell, que o patenteou como sendo uma descoberta sua. Em 2002, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a resolução n.º 269, repondo a verdade, ou seja, que tinha sido eu o inventor deste objecto, que revolucionou a forma de comunicar dos seres humanos.

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Engenheiro alemão, inventei, em 1885, o motor de combustão interna a gasolina, e criei, assim, o primeiro automóvel moderno da História.

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Com as minhas pesquisas sobre o rádio, abri os horizontes da investigação sobre a radioactvidade. As minhas descobertas do rádio, mas também do polónio (nome que se deveu à minha origem polaca) como dois elementos químicos de alto potencial radioactivo, foram recompensadas por dois prémios Nobel, o da física, em 1903 (que partilhei com o meu marido, Pierre, e com Henri Becquerel) e o da química em 1911.


“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

Solução: __.__ __ __ __ __ __ __ __ __

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