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Concurso Europa em Lenda

Segundo a mitologia grega, Europa terá sido uma bela princesa fenícia por quem o rei dos deuses, Zeus, se apaixonou perdidamente, até ao ponto de a raptar…
Os alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos, do Externato João Alberto Faria, em Arruda dos Vinhos, responderam ao nosso desafio e (re)criaram a Lenda da Europa. Das várias propostas recebidas, a grande vencedora foi Margarida Conceição, aluna do 9.º ano, que imaginou e criou uma nova lenda.

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O rapto da princesa Europa

(Adaptação*)

© 2009 Rafael Antunes

Algures na antiga Ásia, uma princesa de nome Europa vivia num magnífico palácio com o seu pai Agenor e o seu irmão Cadmo.

Certo dia, nos seus habituais passeios pela floresta, enquanto apanhava flores junto à foz do rio, foi avistada por Zeus, o pai dos deuses. Hipnotizado pela sua beleza, Zeus apaixona-se pela princesa e decide raptá-la.
Todavia, para que a sua mulher, Hera, não se apercebesse, tomou a forma de um touro com um círculo prateado na testa.
Assim, desce à floresta, onde a princesa se encontrava, deitando-se a seus pés. Europa, encantada com a calma do animal, decide sentar-se no seu dorso.
Logo que o deus se apercebe de que a princesa está no seu dorso, “dispara” de imediato a voar por cima do oceano, procurando uma ilha deserta.

Apesar de Europa se sentir muito abandonada, Zeus mostrou-lhe o seu carinho e prometeu levá-la para um local lindo que ele conhecera havia algum tempo. Era fora da Ásia, banhado por ventos atlânticos e mediterrânicos e que, graças à princesa, se passaria a chamar EUROPA. Lá, viveram intensamente o seu amor e tiveram três fabulosos, famosos e formosos filhos.

* Adaptação da lenda “O rapto da princesa Europa”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, pelos alunos do 9.º ano, Alexandre Catarino Manso, Alexandre Gomes, Florbela Santos Pinto, Inês Cardoso Soares, Maria Frade, Ruben Rodrigues e Susana Sousa.
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A minha lenda da Europa

© 2009 Margarida Conceição

Diz-se que foi há milhões de anos, mesmo antes dos homens se tornarem bípedes. Existiu um monstro, não se sabe o que era, nem de que era feito, apenas que era enorme, talvez do tamanho de uma ilha gigante.
De onde veio? Não se sabia. Para onde ia? Não se sabia. O que queria? Não se sabia.
Tinha um aspecto rochoso com musgo verde aqui e ali, podendo disfarçar-se em qualquer lugar, envolvendo-se camufladamente na paisagem. Ele era monstro, ele era terra, ele era água, ele era vegetação, ele era montanha, ele era vale, ele era planície, ele era tudo o que a sua aparência lhe permitia ser.
Era tão grande que, mesmo em alto mar, a água apenas parecia um pequeno lago que lhe chegava à cintura.
Apesar de parecer pacífico, os deuses (ninguém sabia os seus nomes) não gostavam dele, achavam-no uma aberração da natureza.
Conspiravam para se verem livres dele.
A deusa mais jovem, chamada Europa, cuja idade se desconhece devido à sua imortalidade, não pactuava da mesma conspiração.
Às escondidas descia do seu pedestal e visitava o ser errante que vivia na terra. Tornaram-se muito amigos.
Quando os deuses descobriram amaldiçoaram essa amizade. Nenhum dos dois poderia rir-se ou apenas sorrir, durante as suas visitas, senão transformar-se-iam em rocha e só acordariam dez milhões de anos depois.
Uma noite a deusa desceu, como fazia frequentemente, o monstro estava a dormir. Como não queria acordá-lo do seu sono tranquilo, permaneceu a seu lado sem fazer ruído, quase mesmo sem respirar, não fosse ele acordar sobressaltado.
Adormeceu também, um sono leve, tranquilo, feliz, e sorrindo, assim permaneceu e não acordou mais.
Tinham sido ambos transformados em rocha, devido à felicidade de estarem juntos. E juntos permaneceriam até à eternidade, quer fossem pedra ou não.
Quando os deuses acordaram, não encontraram a deusa na sua morada celestial. Olharam pela varanda, por entre as nuvens e viram a jovem e o monstro juntos transformados num único pedaço de rocha.
Exclamaram em uníssono:
— Nós avisámos-te Europa!!
Os anos foram passando, décadas, séculos, até milénios. Tudo evoluiu, tudo se transformou. Os homens foram evoluindo, os deuses esquecidos, a lenda morreu, mas a Europa permaneceu, cresceu, floresceu e transformou-se num grande continente.

Margarida Conceição, 14 anos.

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Ilustrações

© 2009 Mónica Maurício

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© 2009 Bernardo Pereira

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© 2009 Bruno Silva

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© 2009 Catarina Mendes

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© 2009 Joana Firmino

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© 2009 João Simões

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© 2009 Pedro Carvalho

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© 2009 Pedro Dionisio

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© 2009 Pedro Perreira

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© 2009 Rafael Carreiras

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© 2009 Steven Cruz

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© 2009 Raul Sousa

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