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Lince-Ibérico

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O lince-ibérico, também conhecido como o “tigre do Algarve” parece um gato, mas não é. Tem uma pelagem castanho-avermelhada coberta de manchas pretas. Distingue-se pela sua cauda pequena e tufos de pêlo em formato de pincel nas pontas das orelhas e das barbas. Os machos adultos pesam em média 12 kg e as fêmeas cerca de 9 kg. Estes felinos podem viver até aos 16 anos. As suas crias nascem após um período de gestação de 2 meses e tornam-se independentes quando têm entre 7 a 10 meses. A alimentação de eleição deste predador é o coelho-bravo (80 a 100 %). Para alimentar as suas crias (em média duas), uma fêmea precisa de caçar pelo menos 2 a 3 coelhos por dia.

Mito

A expressão “ter olhos de lince” diz-te alguma coisa? Costuma utilizar-se para descrever alguém que tem uma visão perfeita ou um olhar intenso, ou a quem nem o mínimo pormenor lhe escapa. Mas, na realidade, o lince tem uma visão vulgar que não justifica esta afirmação. De onde vem, então, esta expressão tão popular? Sabe-se que, na Idade Média, se acreditava que este felino conseguia ver através dos corpos sólidos. Pensa-se que esta expressão acabou por entrar na linguagem comum, baseada num equívoco. Segundo a mitologia grega, o herói Jasão precisava de recuperar o Tosão de Ouro para reclamar o seu trono. Para tal, construiu a nau Argo e reuniu uma tripulação de heróis, conhecida como os argonautas, para a sua expedição. Um desses argonautas era Linceu que era conhecido pela sua visão que lhe permitia ver até ao fundo do mar e para além das nuvens e dos rochedos. Foi, por isso, a confusão entre o nome deste herói mitológico grego e o nome do felino que deu origem à criação desta expressão e mito.

Realidade

O lince-ibérico é actualmente a espécie felina do mundo em maior perigo de extinção. Há apenas cinquenta anos, este felino podia ser facilmente encontrado por toda a Península Ibérica mas, nas últimas duas décadas, esta espécie tem vindo a diminuir de forma drástica (à volta de 80 % de redução do tamanho da população), estando hoje em risco de desaparecer. As razões principais que têm contribuído para esta situação remetem para a perda do seu habitat, a falta de presas, doenças e a mortalidade causada por acidentes nas estradas e pela caça. Em Portugal e em Espanha, têm-se implementado acções de recuperação do seu habitat, com vista à sua reintrodução. Mas também é preciso permitir a estes felinos que se reproduzam. O Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRCLI), em Silves, recebeu em Setembro de 2009 os seus primeiros ocupantes.
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