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Ano Europeu da Criatividade e Inovação

Carlos Zorrinho

Carlos Zorrinho

No dia 7 de Janeiro de 2009, foi lançado oficialmente, em Praga, o Ano Europeu da Criatividade e Inovação, cuja coordenação, em Portugal, coube, por decisão do Conselho de Ministros, a Carlos Zorrinho, então Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, actual Secretário de Estado da Energia e da Inovação. Professor universitário, e especialista na área da Gestão, Carlos Zorrinho, explica-nos o que é este Ano Europeu, quais os seus objectivos, como funciona e quais os resultados já conseguidos.

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O Professor Carlos Zorrinho é o Coordenador Nacional do Ano Europeu da Criatividade e Inovação. Pode explicar-nos, em primeiro lugar, o que é um ano europeu?

Ao nível da União Europeia [UE] existem múltiplas políticas e prioridades. O ano europeu é um instrumento para dar visibilidade especial a um tema que seja muito importante para o futuro da UE. Determinar que um ano é ano europeu equivale a lançar um desafio a todos os países, a todas as instituições, e a cada um dos cidadãos europeus para fazerem mais e melhor no domínio escolhido, por exemplo, em 2009, na área da criatividade e da inovação, em 2010, no quadro do combate à pobreza e à exclusão social. Pretende-se que a atenção e os recursos europeus dos países, das regiões, das autarquias e das pessoas, estejam focados nesse tema. Por outras palavras, o ano europeu cria um contexto de desafio favorável a que, todos juntos, possamos dar um contributo no domínio seleccionado.

2009 foi designado como o Ano Europeu da Criatividade e Inovação. Em que consistiu esse ano?

A UE decidiu que 2009 seria o Ano Europeu da Criatividade e Inovação, passando este tema a ser uma prioridade das políticas europeias e nacionais. O Ano Europeu da Criatividade e Inovação pretendeu fazer da Europa um espaço mais competitivo, sobretudo usando o nosso talento, a nossa criatividade, a nossa capacidade de fazer diferente e de empreender, a nossa mobilização para a mudança.
Para tal, foi nomeada uma rede de embaixadores, que levaram a boa nova a todos os países, e que são referências, modelos para quem quer saber e fazer. Em Portugal, temos um embaixador europeu, o arquitecto Leonel Moura, que é, ao mesmo tempo, um designer, um criativo, um artista, mas um artista que faz acontecer, porque cria realidades como o Robotarium, o robô pintor, e outros projectos muito interessantes.
Esta prioridade política, em torno deste tema, conduziu a um conjunto de linhas de financiamento a projectos e à investigação, assentes na ideia-chave de fazer da Europa e de Portugal um espaço mais criativo e inovador. Aliás, a Estratégia de Lisboa, no seu novo ciclo (2008-2010), já estava centrada nestes temas, o que também explica a decisão de se instaurar, em 2009, um ano europeu dedicado à criatividade e inovação como elementos-chave para a diferenciação competitiva da UE.
Assim, o Ano Europeu da Criatividade e Inovação deu o contexto para políticas que favorecessem um ambiente e acções criativas e inovadoras. Grande parte dos diplomas publicados por essa Europa fora, terão, certamente, começado o seu enquadramento, dizendo: este é o Ano Europeu da Criatividade e Inovação. É fundamentalmente esse, o papel deste ano, o de criar uma base que justifique medidas concretas que, por seu lado, potenciem uma determinada prioridade política, e que neste caso, é muito forte.

Porque é que se fez então da criatividade e inovação uma prioridade política para 2009, através do Ano Europeu?

Não estive no momento da decisão e posso apenas imaginar o porquê. Parece-me muito razoável pensar que a razão tenha sido a constatação feita pela UE, de que apostar no conhecimento continuava a ser fundamental e determinante, mas não era suficiente para atingir os objectivos, os sonhos e os desejos que temos, em termos competitivos para a Europa.
Na realidade, não nos aproximámos do que desejávamos em relação às taxas de crescimento, de criação de novos negócios, de investigação, de desenvolvimento de novos produtos e de criação de emprego qualificado. Então, repensámos tudo isso.


A partir de 2005, a Estratégia de Lisboa focou-se ainda mais no crescimento do emprego, e a partir de 2008, um pouco, também, em consequência da reflexão feita na Presidência Portuguesa em 2007, a nossa perspectiva (nacional e europeia) equivaleu a defender que o que fazia a diferença era a inovação criativa e com talento. Penso que foi essa constatação, de que face à mudança e à competitividade acrescidas ao nível planetário, o que faz a diferença, de facto, é o que se faz com o conhecimento, o que se faz com a tecnologia, ou seja, a capacidade de sermos criativos, inovadores, talentosos. Considero ter sido esta a razão principal para que 2009 fosse o Ano Europeu da Criatividade e Inovação. De facto, a realidade veio dar razão a quem achava que isso era uma prioridade absoluta.

As três palavras de ordem para este Ano foram: imaginar, criar e inovar. Pode definir-nos estes termos, e dizer-nos porque é que são importantes para a Europa?

São importantes para a Europa e para cada um de nós. Cada vez mais, a Sociedade da Informação e do Conhecimento é uma sociedade de indivíduos que não tem necessariamente de ser individualista. Pode ser, e deve ser, do meu ponto de vista, uma sociedade de indivíduos que se associam em comunidades solidárias. Mas, esta sociedade da Informação e do Conhecimento, depende muito daquilo que cada um de nós conseguir fazer. Não somos mais, nem devemos ser, peças de uma engrenagem. Esta resulta daquilo que cada um de nós for capaz de fazer. E por isso, ousar pensar, ousar fazer e ousar persistir, são três características determinantes para todos nós, para sermos, verdadeiramente, cidadãos com projectos, ou seja, cidadãos europeus como a Europa precisa.
Imaginar é determinante, é o ousar pensar. Há muita gente que tem medo de imaginar, ora nada começa sem a imaginação, sem o sonho, sem se ousar ambicionar e querer atingir esse desejo, mesmo quando parece difícil. Mas não nos podemos ficar pelo sonho. A imaginação dá excelentes livros, excepcionais obras de Arte, mas é preciso, sempre que possível, e quando há vocação para tal, transformar o sonho em realidade, e portanto fazer acontecer, criar. E depois há uma questão muito importante, em particular para Portugal, e que remete para a persistência. O nosso contexto social é um pouco adverso ao risco, as pessoas não valorizam quem arrisca. Isto faz com que quem arrisca tenha de ser ainda mais persistente e ter consciência que empreender não implica o sucesso à primeira. Muitas vezes, o grande negócio ou a grande aposta vencedora é a segunda, a terceira ou a quarta, e por isso há que persistir.
Sem imaginar, nada acontece, sem fazer, nada acontece, e sem persistir, muitas vezes, também não se consegue atingir os resultados. Por isso, a mensagem que deixo a todos os jovens é a seguinte: por favor, sonhem, por favor, façam, e por favor, insistam, até vencer!

Qual a relação entre a criatividade, a inovação e os progressos económico e social?

A questão fundamental que hoje se coloca num espaço como a UE e, em particular, num país como Portugal, é a de saber como podemos continuar a crescer e a criar emprego. Temos taxas de crescimento relativamente baixas em comparação com as taxas de riqueza muito altas a nível internacional. O Mundo está cada vez mais interconectado e temos assistido a um reequilíbrio entre os países. Observamos, felizmente, um aumento significativo das taxas de crescimento de alguns países africanos. Verificamos, também, taxas muito elevadas em alguns dos países emergentes, como o Brasil ou a Índia. Mas nós também temos de continuar a crescer na Europa, se bem que de forma diferente destes países que hoje, ao contrário do que acontecia no passado, já têm acesso à tecnologia e possuem pessoas qualificadas (por exemplo, os engenheiros na Índia) para oferecer ao mercado produtos de grande qualidade. A ideia de que tínhamos, na Europa, muito mais gente qualificada, em comparação com estes países, vai deixar de ser verdadeira. O que temos de fazer para crescer é fazer valer a nossa identidade, a nossa tradição, a nossa criatividade e o nosso talento, pois são estes os factores que podem fazer a diferença. Se queremos continuar a ser uma espécie de grande referencial mundial, do ponto de vista dos modelos económicos e sociais, temos de introduzir muita criatividade e inovação. Penso ser fundamental, por exemplo, que o modelo social europeu caracterizado pela equidade, pela defesa dos mais pobres, pela garantia dos equilíbrios e pelo respeito da dignidade da pessoa humana, seja um modelo vencedor no quadro da Globalização. Mas, para isso acontecer, é necessário que seja um modelo flexível, funcional e atractivo para os outros países. Temos de ser criativos e inovadores. Temos de ter o talento para fazermos do nosso modelo social algo que o Mundo goste e queira ter. Só assim conseguiremos triunfar, já que não possuímos nem o peso demográfico, nem o peso militar, nem o peso político, para impor o que quer que seja. As nossas ideias têm de ser “impostas” pelo seu brilhantismo e pela sua qualidade; é aí que temos de apostar.

Na sua opinião, quais as consequências de um instrumento como o Ano Europeu para a Europa e para Portugal?

Penso que o Ano Europeu da Criatividade e Inovação teve, e terá, consequências mais fortes do que aquilo que era expectável quando foi feita esta escolha. Este ano europeu foi determinado como tal, num momento em que não era perceptível que iria ser um ano de tão forte crise e, ao mesmo tempo, de tão forte esperança para se encontrarem saídas. Para o problema da crise — a crise dos mercados financeiros com consequências em toda a economia — existe uma solução que consiste em fazer diferente, em ser-se mais criativo e inovador nos processos, nos produtos e nas formas de organização. O Ano Europeu 2009 foi um instrumento essencial de ajuda, na resposta da UE à crise, porque a criatividade e a inovação estavam no centro daquilo que a Europa precisava de fazer. Quem, em 2008, decidiu que 2009 seria o Ano da Criatividade e da Inovação, se calhar, não estava ciente de quão fundamental iria ser esse foco, e por isso julgo que as consequências deste ano são muito importantes e não terminam com o final deste ano específico. O mais importante é aquilo que fica: cada um de nós tem de tomar o futuro nas suas mãos! Assumir que as qualificações são absolutamente fundamentais, que o conhecimento é determinante, que a tecnologia é um instrumento essencial, não basta mais. Temos, também, de estar disponíveis para o novo, para o diferente, para inovar, isto é, temos de fazer acontecer, transformar tudo isto em riqueza, em investimento, em projectos de satisfação pessoal e comunitária. No fundo, há que desenvolver, cada vez mais, a cultura empreendedora.O ano europeu, associado às circunstâncias da crise económica e da pressão para a mudança que dela decorreu, apelou muito à capacidade empreendedora, promoveu a criação de novos produtos e mudanças estratégicas por parte das empresas que, de outra forma, não conseguiriam sobreviver. Estas últimas recorreram às linhas de crédito e aos programas de modernização que tinham subjacente não apenas financiar o que já existia, mas também, incentivar soluções criativas e diferentes para ultrapassar a crise. Tal como no resto dos países da UE, assistimos em Portugal a um aumento considerável da actividade empreendedora. Temos, aliás, uma das maiores taxas de empreendedorismo da Europa. No entanto, verificamos também, ser um dos Estados-Membros com uma maior taxa de mortalidade de novas empresas. Do meu ponto de vista, esta situação deve-se, sobretudo, a alguns problemas de confiança e de qualificação. Por essa razão, temos procurado, através do Ano Europeu, mas também do Plano Tecnológico e da Estratégia de Lisboa, reforçar as qualificações dos cidadãos, com vista a aumentar a sua capacidade empreendedora e a sua autoconfiança. Acreditar no nosso potencial, naquilo que somos capazes de fazer, evita que desistamos, nas primeiras contrariedades, o que conduz a uma diminuição da mortalidade das empresas criadas. Precisamos de olhar para esta enorme taxa de empreendedorismo como um dom, e atacar as razões que levam a que tantos desistam. Aquilo que julgo poder dizer, é que o Ano Europeu reforçou esta cultura do empreendedorismo, em Portugal e na Europa.

O que foi feito, em concreto, em Portugal, neste Ano Europeu, e quais foram as áreas privilegiadas de acção?

Temos um repositório extraordinário que é o Criar2009. Trata-se de um site, onde podemos conhecer as milhares de iniciativas desenvolvidas no âmbito do Ano Europeu da Criatividade e Inovação. O Ano Europeu foi pensado e desenvolvido como uma plataforma de dinamização, para que as pessoas fizessem as coisas acontecer. Aproveitámos o facto de Portugal já ter despertado antes para esta área, e reforçámos as medidas já inseridas no Plano Tecnológico, como por exemplo o conjunto de programas de empreendedorismo, como o INOV, o acesso às novas tecnologias e à banda larga, os estágios nas empresas e a nível internacional. Aliás, algumas destas medidas inspiraram outros países, que as aplicaram como acções do Ano Europeu da Criatividade e Inovação.
Em suma, aproveitámos o Ano Europeu da Criatividade e Inovação para fazer da Agenda do Plano Tecnológico uma Agenda de todos os portugueses. Tivemos, sempre, como grande preocupação, que esta agenda — não deixando de ser um compromisso público, com um conjunto de medidas que estavam assumidas — fosse, sobretudo, uma agenda dos cidadãos, das empresas, da sociedade portuguesa. Acho que este Ano Europeu ajudou a que isso fosse ainda mais evidente e mais forte.

Quais as entidades nacionais ligadas ao Ano Europeu da Criatividade e Inovação?

Muitas foram as entidades que se envolveram neste Ano Europeu. Por um lado, as universidades e os politécnicos e, por outro, as redes e associações privadas com foco nesta área. Os bancos, por exemplo, lançaram concursos de ideias e projectos criativos de negócio. Em termos da coordenação do Ano, usámos a rede que também nos apoia na Coordenação da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, e que é constituída por representantes pessoais de todos os ministros. Criámos, ainda, uma rede, mais específica, de apoio, e que dinamizou o ano europeu nas suas áreas de acção: a Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), a Direcção Geral das Artes (DGA), a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o Instituto de Apoio às PME e Inovação (IAPMEI), o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o Instituto Português da Juventude (IPJ), a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC).

Os jovens também participaram neste Ano Europeu?

Participaram muitos jovens, e em muitas iniciativas. O nosso Gabinete participou em centenas de sessões de entrega de prémios, no âmbito de concursos de ideias criativas, de projectos inovadores, de modelos de negócio, de iniciativas de apoio a sociedades mais desfavorecidas. A título de exemplo, posso referir o trabalho de promoção de projectos de turma, no quadro da sustentabilidade e da equidade no desenvolvimento do Mundo. Senti um grande fervilhar de participação dos jovens neste tipo de projectos. Tenho a esperança e a confiança de que estas iniciativas perdurem no tempo, e não se esgotem com este Ano Europeu. Penso que o facto de 2010 se debruçar sobre outro tema, não lhe retira importância. A dinâmica está criada. Posso dar um exemplo concreto de um projecto, que acho muito interessante, e que liga este Ano Europeu com o próximo. Trata-se do projecto Escola Solar, desenvolvido em parceria com o Rock in Rio, que desafia as escolas e os seus alunos a imaginar e concretizar projectos de sustentabilidade para zonas menos favorecidas, tendo como prémio, para os vencedores, o divertimento e a boa música, com bilhetes para o Festival Rock in Rio, mas também, a possibilidade de combater as alterações climáticas, com um sistema de captação de energia solar capaz de tornar essas escolas ganhadoras auto-sustentáveis, do ponto de vista energético. Este é um excelente exemplo de como podemos ligar a juventude à realização de projectos, à criatividade, à inovação e à intervenção no terreno, sensibilizando os nossos jovens para a importância de criarmos condições para um desenvolvimento mais equilibrado e equitativo.

Como se podem medir os resultados deste Ano Europeu?

É muito difícil ter métricas. É claro que vamos olhar para alguns rankings, alguns indicadores, como os de inovação, de criatividade, de investigação e de desenvolvimento. Por exemplo, em Portugal, todos os indicadores que era suposto melhorar com o Ano Europeu da Criatividade e Inovação, melhoraram, de facto. Agora, acho que é excessivo tentar demonstrar uma relação directa. Podemos perceber uma relação forte, por exemplo, com o facto de se verificarem mais empresas a investir no desenvolvimento ou a exportar tecnologia, de se observar a existência de mais candidaturas e projectos inovadores. Mas tudo isso se deve, também, a outros factores, que não só o Ano Europeu. Em contrapartida, tenho uma métrica para dizer que a sociedade portuguesa fez muito e conseguiu muito!

Qual a sua função enquanto coordenador do Ano Europeu da Criatividade e Inovação?

Eu acho que esta é muito similar à função, absolutamente estimulante, que tenho a oportunidade de desenvolver enquanto coordenador do Plano Tecnológico e da Estratégia de Lisboa. Procurei, sempre, ajudar a libertar o grande potencial que o nosso país tem neste domínio. Temos um potencial enorme! Mas, muitas vezes, temos vergonha de mostrá-lo, e trabalhamos pouco em rede. As pessoas tendem a não se comprometer, para não serem avaliadas, mais tarde, porque têm medo de falhar. Ora, quando se implementam redes dinâmicas, criam-se contextos mais favoráveis a libertar essa capacidade, esse talento, essa afirmação.
Aquilo que julgo termos conseguido com este Ano Europeu, em conjunto com o Plano Tecnológico e a Estratégia de Lisboa, foi promover o funcionamento em rede, ou seja, que as pessoas dissessem: eu sei, eu quero, eu acredito, eu vou fazer. Sentindo que do outro lado existiam outras pessoas que pensavam o mesmo, sentiram-se mais apoiadas, para crer e concretizar. A esse respeito, penso que a sociedade portuguesa começa a achar natural que se acredite e faça.
Mais do que fazer algo em particular, creio que o papel fundamental de um coordenador é facilitar este funcionamento em rede. Se eu centralizasse tudo ou se alguma coisa dependesse, em concreto, de mim para acontecer, é evidente que isso limitaria muito a sua concretização. A minha principal função enquanto coordenador foi de procurar incentivar e dinamizar um movimento que se criou na sociedade portuguesa.

A título pessoal, o que significou esta experiência de coordenação de um Ano Europeu?

Foi algo de extraordinário e estimulante. Permitiu aperceber-me do enorme potencial de Portugal e compreender que estamos a um clique de poder transformá-lo em riqueza, em qualidade de vida, em mais empregos e maior capacidade competitiva. Esse clique, é um clique de atitude. Eu insisto nesta ideia, porque acho que ela é muito importante. Nós temos um talento e uma criatividade incríveis, mas costumamos usá-los de forma a arranjar uma boa desculpa para não fazer. Pois, é precisamente esse tal clique que é determinante, o das pessoas canalizarem a sua criatividade e o seu talento para a concretização. Quando se opta por essa atitude e perspectiva diferente, tudo muda. Quantas vezes nos perguntamos, porque é que os portugueses têm tanto sucesso fora do país e não tanto cá dentro. Isso deve-se ao facto de se encontrarem enquadrados num contexto de fazer acontecer e de compromisso. Mas penso que está tudo a mudar, e confio muito na nova geração para que esse clique mental aconteça, de facto, pois é ele que está no cerne da questão.
Para mim, foi extremamente motivador e recompensador ter estado a trabalhar nesse centro, e ter dado algum contributo para que se altere.

(Entrevista realizada em Outubro de 2009)
Fotografias de: A.Barradas

Para mais informações sobre o Ano Europeu da Criatividade e Inovação, consulta o seu site, em www.criar2009.gov.pt

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Perguntas & Respostas

O Ano Europeu

O que é um Ano Europeu?
O ano europeu é um instrumento da União Europeia decidido e partilhado pelos seus 27 Estados-Membros, através do qual, todos os anos (ou de dois em dois anos), se dedica a atenção a um tema específico, importante, para os cidadãos europeus e os seus países. Durante esse período de tempo, o assunto escolhido, é colocado no centro das preocupações das instituições europeias e dos governos nacionais, que juntos, criam uma campanha de sensibilização, na qual se organiza um conjunto de iniciativas.

Para que serve um Ano Europeu?

Os anos europeus são uma forma de chamar a atenção sobre temas que dizem respeito a todos os cidadãos europeus e aos seus países. São uma ferramenta criada pela UE para divulgar informação sobre o assunto seleccionado, partilhar e discutir ideias, criar mudanças de atitudes e agir para melhorar a vida dos cidadãos. Os anos europeus são, também, uma maneira de aproximar os países entre si, bem como promover a ideia de União.

Quem decide qual é o tema para o Ano Europeu?

Desde 2003, os anos europeus são escolhidos, em conjunto, entre o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e o Conselho da UE.

O Ano Europeu existe há muito tempo?

Os anos europeus existem há já 25 anos, desde 1983, mas continuam a ser uma ferramenta da UE inovadora, para tratar temas importantes e que têm a ver com o nosso dia-a-dia.

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